sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SÉRIE: CONHECENDO DEUS COMO PAI DE AMOR #06

ESTUDO PARA GRUPOS PEQUENOS – ADULTOS


SÉRIE: CONHECENDO DEUS COMO PAI DE AMOR


TEMA DO ESTUDO VI: NOSSO PAI AMOR DESEJA QUE SEJAMOS COMO ELE


TEXTO: 1ªJoão 4:1-21


ESTUDO PARA O LÍDER



INTRODUÇÃO:


Ter a certeza e viver a certeza de que Deus nos ama é fonte de consolo e força... “A maior de todas as misérias é desconhecimento da providência de Deus; e a suprema bem-aventurança é conhecê-la” (Calvino).


A Bíblia diz que “agora, somos filhos de Deus” (1ªJo 3:2), bem como que o nosso “Pai, é pai de amor, de misericórdias e Deus de toda consolação”.


Embora não saibamos os motivos, sabemos pelas Escrituras e pela própria experiência, que DEUS NOS AMA E SEMPRE NOS AMARÁ. Deus nos ama porque Ele é amor e, portanto, a causa deste amor está nEle mesmo, o amor não é merecido, é oferecido, fruto da graça de Deus. É o Seu próprio amor que o moveu em direção ao homem pecador. Por amor Deus nos encontrou, nos resgatou e nos adotou como filhos e, como o nosso Pai celeste, cuida de nós, dando-nos a segurançade que Ele nunca nos deixará, nem nos abandonará e jamais desistirá nós, além de sempre consolar-nos em todas as nossas aflições, sem contudo, deixar de nos corrigir, quando necessário, para que sejamos cada vez mais capacitados e habilitados para compartilharmos da santidade de Jesus.


Na essência, o grande objetivo de Deus, o nosso Pai de amor, é que sejamos como Jesus em tudo (Cl 2:6 Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,7 nele radicados, e edificados, e confirmados na fé[...]”).


A natureza do amor é ativa, criativa e benigna. NÃO PODE PERMANECER IMÓVEL! Assim, onde houver amor, ele sempre terá a necessidade de dar, de compartilhar, de se envolver [...], não importa o preço a pagar. Como filhos do amor, Deus quer que amemos e vivamos em amor.


Devemos amar porque “Ele nos amou primeiro" (1ªJo 4:19), isto significa que sem receber esse amor, certamente, nunca poderemos amar verdadeiramente.Em outras palavras, para nós (os crentes), a resposta ao amor de Deus por nós é que amemos de volta, não apenas a Deus, mas também a humanidade.


Não há dúvidas, Deus nos amou (e nos ama) altruisticamente, sem quaisquer condições, contudo, espera que vivamos esse amor na prática (Mt. 22:37-40).


Disse Jesus: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei” (Jo 13:34).


A prática do amor cristão é uma ordenança divina, e a principal evidência da nossa salvação.O amor mútuo é a prova de que nascemos de novo, bem como, de que estamos em DEUS e Ele em nós.


Claramente a Bíblia nos ensina que é impossível desassociar fé de conduta (doutrina X prática – doutrina sem prática é “letra”, doutrina com prática é “espírito” – 2ªCo 3:6, cultuar sem adorar é ser crente teórico e ateu prático). Fé e prática são os dois lados da mesma moeda, uma vez que é natural que o comportamento de alguém reflita sua crença. A coerência entre nossa fé e a nossa prática de vida cristã, vivenciada pelo amor, é indispensável para que sejamos reconhecidos como discípulos de CRISTO.



èNão há dúvidas, o amor de Deus por nós, espera uma resposta nossa, e na visão de João, devemos demonstrar amor em tudo pelos seguintes motivos:



1). O amor é a própria natureza de DEUS (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Quando amamos compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7).


DEUS sempre age, em tudo, com Amor. DEUS nos ama de tal forma que foi capaz de nos dar o que ELE tinha de melhor, único e amado Filho, JESUS CRISTO, para que reconhecêssemos esse imenso amor.

Amor é resultado da ação do ESPÍRITO SANTO no crente – Rm 5:5 “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”. Os cristãos experimentam o amor de DEUS nos seus corações, pelo ESPÍRITO SANTO; especialmente em tempos de aflição. O verbo "derramar" (“despejar, distribuir amplamente”) está no tempo pretérito perfeito contínuo, significando que o ESPÍRITO continua a fazer o amor transbordar em nossos corações. É essa experiência sempre presente do amor de DEUS, que nos sustenta na tribulação e nos assegura que nossa esperança da glória futura não é ilusória. A volta de CRISTO para nos buscar é certa (cf. 8.17; Jo 14.3)


2). Porque DEUS nos amou, nós recebemos o Seu perdão e fomos reconciliados com Ele e temos experimentado o seu cuidado protetoral, provisional e consolativo, portanto, é nossa obrigação agir da mesma forma em relação ao nosso próximo, mesmo com grande custo pessoal.


Jo13:35 - A marca distintiva do crente (v. 35 “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”). CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor é a identidade do cristão! É a marca distintiva do crente! Expressar amor ao próximo é algo inerente à natureza daquele que é filho de DEUS. O Amor confirma a filiação divina (1ªJo 4:7). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1ªJo 4:9-10).



3). Se amamos uns aos outros, DEUS habita em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).


1ªJo 3:7-10 (“Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo.8 Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. 9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. 10 Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão”).


1ªJo 4:16-17- DEUS é a fonte e a causa do Amor - 16 “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. 17 Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo”.



CONCLUSÃO:


1ªCo 13:13 O Amor é a essência das virtudes cristãs, por isso, amar é o grande desafio e alvo dos crentes. Romanos 13.8“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei”:


(1) O amor incondicional, imutável e perfeito de DEUS é manifesto em CRISTO.


(2) O amor é a identidade do cristão.


(3) Aqueles que são filhos de DEUS amam ao próximo, confessam que JESUS é o Filho de DEUS e confiam no amor divino.


Em suma o que Deus quer nós é que:


• creiamos em Cristo


• obedeçamos a Ele


• amemos uns aos outros






ESTUDO PARA O GRUPO


Pastoral do Boletim de 28/08/2011



O amor nos faz amar!



10 “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. 19 Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 21 Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1ªJoão 4:7-21).



Ao longo desta série de pastorais estudamos sobre “DEUS COMO PAI DE AMOR”. O grande privilégio, diga-se de passagem, exclusivo dos cristãos verdadeiros, é contemplar Deus como Pai de amor. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (1ªJo 3:1).


Exploramos não somente o que as Escrituras dizem a respeito de Deus como o nosso Pai de Amor, mas também, como podemos experimentar, ao máximo, o amor deste Pai amoroso. Como usufruir deste relacionamento de amor com o nosso Pai.


Vimos que a despeito de nós, “Deus nos amou primeiro” e sempre nos amará. Deus nos amou porque Ele é amor e, pelo fato de ser imutável, Deus sempre age conforme é, por conseguinte, como é “UNO” (uma unidade), jamais suspende um dos Seus atributos em detrimento de outro. Deus é auto existente e eterno, por isso, o Seu amor não teve início, não tem fim e nem limites; e, como é santo, o Seu amor é puro e verdadeiro.


O amor de Deus, cuja causa está em si mesmo, a despeito de ser inexplicável, pode ser experimentado por todos os eleitos. Por amor, o Pai celeste cuida dos Seus filhos, dando-lhes a segurança de que Ele nunca os deixará, nem os abandonará e jamais desistirá deles, além de sempre consolá-los em todas as suas aflições, sem contudo, deixar de corrigí-los, quando necessário, para que eles sejam cada vez mais capacitados e habilitados para participarem da santidade de Jesus.


Na essência, o grande objetivo de Deus, o nosso Pai de amor, “Pai de misericórdias e Deus de toda consolação” é que sejamos como Jesus em tudo (“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças” – Cl 2:6-7).


O apóstolo João resume muito bem o assunto quando diz: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1ªJo 3:2).


A natureza do amor é ativa, criativa e benigna. Assim, onde houver amor, ele sempre terá a necessidade de dar, de compartilhar, de se envolver, independentemente do preço a pagar. Como filhos do amor, Deus quer que amemos em todas as circunstâncias (2ªCo 5:17).


Devemos amar porque “Ele nos amou primeiro" (1ªJo 4:19), isto significa que sem receber esse amor, certamente, nunca poderemos amar verdadeiramente. Em outras palavras, para nós (os crentes), a resposta ao amor de Deus é amarmos de volta, não apenas a Deus, mas também, indistintamente a humanidade.


Não há dúvidas, Deus nos amou (e nos ama) altruisticamente, sem quaisquer condições, contudo, espera que vivamos esse amor na prática (Mt. 22:37-40). “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:34-35).



A prática do amor cristão é uma ordenança divina, e a principal evidência da nossa salvação. O amor mútuo prova que nascemos de novo, que estamos em DEUS e Ele em nós.


Claramente a Bíblia nos ensina que é impossível desassociar a fé da conduta (do testemunho prático), visto ser natural o comportamento refletir a crença. A coerência entre a fé e prática cristã, vivenciada pelo amor, é indispensável para que sejamos reconhecidos como discípulos de CRISTO. O amor é a identidade e a marca distintiva do cristão! Expressar amor ao próximo é algo inerente à natureza daquele que é filho de DEUS. Podemos dizer que o amor confirma a filiação divina (1ªJo 4:7).


O amor nos faz amar e o amor de CRISTO é o padrão para amarmos os outros, mesmo com custo pessoal e, se amamos uns aos outros, o amor Deus é em nós aperfeiçoado (1ªJo 4: 12).

Por fim, o amor não pode, por um lado, ser um tema abandonado, nem por outro, um discurso isolado. Como cristãos, nossa cristologia só será autêntica se expressar o verdadeiro amor (Ef 5:1-2). Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. “Aqueles que são filhos de DEUS amam ao próximo, confessam que JESUS é o Filho de DEUS e confiam no amor divino”. O amor é o assunto principal da Bíblia e a razão de existir do cristianismo. Se somos discípulos de Cristo, obrigatoriamente, refletimos o amor de DEUS em todas as nossas atividades.


Pr. Marcos Serjo


Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá





PERGUNTAS PARA REFLEXÕES EM GRUPO


Deus Deseja que sejamos semelhantes a Ele


1ªJoão 3:1-10



1. De que maneira você se parece e age como seus pais?


2. Leia 1 João 3:1-10. Como o grande amor de Deus por nós é visto no título e no ‘status’ que Ele nos deu (v.1)?


3. De que forma o mundo desconhece os filhos de Deus, assim como não conheceu seu Filho (v. 1)?


4. A despeito de sermos filhos de Deus, João diz que “ainda não se manifestou o que haveremos de ser” (v.2). Quais são algumas das particularidades que você deseja sobre a vida depois da vinda de Cristo?


5. De uma coisa já sabemos: quando Cristo for visto em toda sua pureza, “seremos semelhantes a Ele” (v.2). Como a santidade de Jesus motiva-o a purificar sua vida (v.3)?


6. Relacione algumas maneiras pelas quais nossa vida deve demonstrar pureza moral e espiritual.


7. Muitas pessoas dizem conhecer a Deus. Mas, de acordo com João, como nosso comportamento confirma ou refuta esta afirmação (vv. 4-6)?


8. Por ser a justificação um dom de Deus, o qual não se baseia em "obras", algumas vezes concluímos que um crente genuíno pode até viver uma existência imoral. Como este tipo de pensamento pode nos levar à perdição (vv 7-8)?


9. Por que é, impossível para os que são "nascidos de Deus" continuaremna prática do pecado (v.9)?


10. Claramente João não tem em mente a perfeição sem pecado (veja 1:8-9; 2:1-2). O que ele quer dizer então, quando diz que nós não podemos "continuar pecando"?


11. Quais as semelhanças entre você e seu Pai celestial?De que maneiras específicas você deseja ser como Ele? (Nãorespondaapenas "de todasas maneiras").


12. João parece dividir o mundo inteiro entre os filhos de Deus e os do diabo (v. 10). Ao examinar os versículos 1-10, de que maneira cada um de nós se assemelha ao seu pai?


13. Agradeça a Deus por lhe conceder o privilégio de ser Seu filho. Peça-lhe que o ajude a refletir seu amor e sua pureza de maneira prática.



Versículo para Memorizar


“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1ªJoão 3:2-3).



Antes de Continuar


João nos diz que o amor por nossos irmãos e irmãs em Cristo é um sinal de que somos filhos de Deus. Leia e reflita 1ªJoão 4:7-12. Como Deus revelou Seu amor por nós? Como seu amor estabelece o padrão para nosso amor pelos outros? De que maneiras específicas você pode demonstrar Seu amor a alguém hoje ou durante esta semana? Peça-lhe a oportunidade e a força para refletir seu amor àquela pessoa.


SÉRIE: CONHECENDO DEUS COMO PAI DE AMOR #05

ESTUDO PARA GRUPOS PEQUENOS – ADULTOS


SÉRIE: CONHECENDO DEUS COMO PAI DE AMOR


TEMA DO ESTUDO V: ELE NOS DISCIPLINA


TEXTO: Hebreus 12:1-13


ESTUDO PARA O LÍDER



INTRODUÇÃO:


Deus cuida de nós, entretanto, a despeito de ser Pai de amor, Pai de misericórdias e Deus de toda consolação, também, é Pai zeloso e corrige (disciplina) os filhos a quem ama.


Em nossa sociedade pós-moderna, qualquer conceito que ameace o individualismo e a liberdade de escolha quanto ao estilo de vida, comportamento e opções, é logo taxado de arcaico e, portanto, prontamente, rejeitado.


Nessa "nova era" antropocêntrica, falar em disciplina e, principalmente, em disciplina de Deus, é algo fora de “moda”.


Contudo, hoje estudaremos que o Deus que nos ama, também (por conseguinte) nos disciplina.


O texto de Hebreus 12:1-13, na realidade, é um continuação dos capítulos 10 e 11.


èNo capítulo10 o autor fala da suficiência do sacrifício (vicário e voluntário) de Cristo que proporcionou o privilégio de acesso dos crentes à comunhão com Deus (Hb 10:19-20 “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne”); ele fala do testemunho moral e do compromisso de cada crente com um modo de vida reto e íntegro, visto que não podem “profanar o sangue da aliança com o qual foram santificados, e nem ultrajar o Espírito da graça”. E alerta dizendo: Porque, “nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.31 Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:29-31). O autor termina o capítulo dizendo que inspirar-se no passado, nas vidas consagradas dos servos e servas do passado, sempre será uma boa fonte de ânimo para o crente continuar a sua caminhada e, ressalta a ideia de que o crente não está imune às dificuldades, contudo, pela fé, as vencerá com alegria (32 “Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores, em que, depois de iluminados,sustentastes grande luta e sofrimentos [...] tendo ciência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e durável. 35 Não abandoneis, portanto, a vossa confiança ela tem grande galardão”), a recompensa sempre virá! O autor faz a transição para o capítulo 11 consolando e admoestando os crentes (36 “Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.37 Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará;38 todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.39 Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”).


èNo capítulo 11, além de mostrar a natureza da fé (sua base fundamentada em Cristo, “a promessa cumprida”, seu autor e consumador), por meio dos muitos exemplos de homens e mulheres (“os antigos”) que alcançaram o bom testemunho de muitos homens e do próprio Deus, por causa da fé que praticaram, o escritor fala que o justo vive pela fé e que esta fé o capacita para viver uma vida reta diante de Deus. Nesse contexto o autor cita: os primeiros heróis (vs 4-7), os patriarcas (vs 8-22), Moisés (vs 23-29), os israelitas em Canaã (vs 30-37) e conclui dizendo que “homens (e mulheres) dos quais o mundo não era digno” (v.38), os quais “obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, 4por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (vs 39-40).


èO capítulo 12 (o nosso texto) é uma continuação dos capítulos 10 e 11, e nele o autor faz, com clareza, uma profunda distinção entre a velha e a nova aliança. O enfoque agora muda para o presente. Os heróis do passado agora são expectadores, ao passo que os crentes estão na arena. O aperfeiçoamento deles depende de nós. Eles não tiveram a concretização das promessas, o que acontecerá quando Cristo for vencedor em nós (por meio de nós), “quando Ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder”, no fim (“τελος” - “telos”). As testemunhas do passado chamam a nossa atenção para a necessidade de uma vida íntegra, de um leal e comprometido empenho na corrida cristã que nos levará aos céus.


O nosso texto (12:1-13) pode ser assim dividido:


V. 1-3 – Olhem para Jesus - V. 4-11 – Aceitem e Suportem (com fé) a correção - V. 12-13 – Sejam fortes


“Senhor corrige a quem ama e...” (Hb 12:6).Estudar este assunto, além de necessário, é urgente, visto que, os homens têm uma repugnância inata pela disciplina, certamente, hoje, mais do que nunca. Através dos séculos, os métodos e as filosofias têm oscilado entre a disciplina dura e opressiva e a permissividade liberal. É tempo de reconhecermos que ambos os extremos deixam cicatrizes profundas na vida das pessoas (filhos – vítimas?).


O verdadeiro conceito e sentido da DISCIPLINA têm sido levianamente negligenciados pelas sociedades, especialmente, quando se trata da “correção que vem do Senhor”. Pelo fato dos homens não terem um reconhecimento natural da necessidade da disciplina, pelo contrário, se opõem a ela, perdem o ânimo quando são disciplinados e não conseguem enxergar os seus benefícios, nem a solicitude de Deus por eles.


No capítulo 12 da carta aos Hebreus, em sua maior parte, o escritor da epístola dedica-se a corrigir este equívoco. Ele reconhece que é difícil entender a ligação entre a disciplina e o amor, entretanto, tal entendimento se faz necessário para a compreensão correta de como o Senhor trata os Seus filhos.


O escritor deixa claro que a disciplina que tem sua origem no amor não pode ser vindicativa (vingativa), mas deve sempre ser benéfica, especialmente, entre pai e filho. O escritor de hebreus, à luz do Velho Testamento, fala da disciplina como um aspecto e indispensável do amor. “O amor não exclui a correção” – “quem ama não hesita em corrigir”.


Exatamente porque Deus é Pai de Amor, é que Ele nos disciplina, visto que, quem ama disciplina.




NOTA: No geral, na Bíblia são usadas 5 palavras para designar disciplina:



ü “ελεγχω” –“elegcho”: “trazer à luz, expor, achar falta em, corrigir pela palavra, repreender severamente, reprovar”;


ü “νουθεσια” -“nouthesia”: “admoestação, exortação, advertir, aconselhar;


ü “παρακλησις” -“paraklesis” – “admoestação, encorajamento, consolação, conforto, ser franco”;


ü “παιδεια” – “paideia” - “todo o treinopara uma formação integral (inclue para alcançar os seus propósitos o ensino, admoestações, repreensão e punição). “Criar”, “instruir”, “treinar”, “educar”. Pode também significar castigo e punição;


ü “μαστιγοω” –“mastigoo” - “Açoitar”, “chicotear”, “punir”, “castigar”.



Hebreus 12 nos ajuda a entender porque devemos nos submeter à disciplina de Deus, mesmo quando esta é dolorosa. À luz do pensamento do autor da epístola, podemos destacar as seguintes lições sobre o assunto:


I - O amor não exclui a correção (“quem ama não hesita em corrigir”).


Pv 3:12 “Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem”.


Pv 12:1 “Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido”.


Pv13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina”.



II - A disciplina é um privilégio e uma necessidade dos filhos.


A disciplina e a correção são para os filhos e não para os bastardos [Vs.6-8]. A disciplina é sinal e confirmação da filiação. A verdadeira filiação envolve responsabilidades, para as quais cada pessoa deve ser preparada pela disciplina. Os filhos têm que ser treinados, preparados, aperfeiçoados e equipados, para no tempo certo, assumirem as suas responsabilidades. Logo, a disciplina é uma necessidade!



III - A disciplina do Pai celeste é diferente da disciplina do pai terreno, quanto à sua extensão e ao seu propósito.


A disciplina do pai terreno é breve e para um motivo inferior. A disciplina do Pai espiritual é eterna e tem um alvo específico: “Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento(nos tornar produtivos e úteis), a fim de sermos participantes da sua santidade” V. 10).



IV - A disciplina de Deus muitas vezes tem um caráter doloroso, todavia, sempre é proveitosa.


Por isso, muitas vezes é difícil de avaliar ou apreciar o propósito da ação disciplinar na hora do impacto. Neste momento, a ideia de alegria é totalmente estranha, mas depois, as coisas se encaixam em seus devidos lugares e o verdadeiro propósito fica absolutamente claro. Aquilo que parecia doloroso é temperado pela eficácia do resultado.Metaforicamente, podemos aplicar o princípio da poda na fruticultura, para alcançar maior produtividade [Jo 15:1-11]);


“Os açoites de Deus testificam do Seu amor para conosco, por isso, é vergonhoso reputá-los com desprazer ou ódio. Não tolerar os castigos de Deus que nos preparam para a salvação é prova de extrema ingratidão” (Calvino). A disciplina de Deus, que no momento de sua aplicação pode causar muito sofrimento, não tem nenhuma relação com vingança ou mero castigo por algum erro cometido, pelo contrário, visa além de corrigir o faltoso, o seu desenvolvimento, aperfeiçoamento e capacitação e maturidade.


CONCLUSÃO:


Mesmo os pais com boas intenções têm dificuldades em saber disciplinar apropriadamente os seus filhos. Felizmente, o nosso Pai de amor não tem esse problema. Ele sabe, exatamente, o que fazer para realçar o que há de melhor em Seus filhos e eliminar o que há de pior (Pv 15:12).


“Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12:10).Segundo o apóstolo João, “agora, somos filhos de Deus”e o Pai nos concedeu esse privilégio por causa do Seu amor(1Jo 3:1-2), visto que “Ele é amor, e manifestou o Seu amor em nós, enviando o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele” (1Jo 4:8-9).




ESTUDO PARA O GRUPO


Pastoral do Boletim de 21/08/2011



Quem ama não hesita em corrigir...



“Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sanguee estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele fores repreendido;porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 12:4-6).



Sabemos que o cuidado amoroso de Deus, a despeito de inexplicável, é perfeitamente experimentável. Podemos não saber definir o amor, mais sabemos que o nosso Pai celeste nos ama. Não sabemos explicar o cuidado de Deus por nós, mais podemos experimentá-lo e, de fato, por experiência pessoal, sabemos que Ele nunca nos deixará, nem nos abandonará e jamais desistirá de nós, bem como, que esse cuidado se manifesta de maneira protetoral, provisional e consolativa em nosso favor. Podemos não saber explicar por que Deus cuida de nós, mais sabemos que Ele cuida e, por conseguinte, nada nos faltará!


Embora o nosso ser se recuse a aceitar, sabemos que “muitas são as aflições do justo”. Impreterivelmente, passaremos por muitas aflições, provas e tentações, mas o Senhor, o Deus de toda consolação e nosso Pai de misericórdias, nos confortaráe nos livrará de todas (Salmos 34.19).


Entretanto, o nosso Pai de amor, Pai de misericórdias e Deus de toda consolação, também é Pai que corrige os filhos a quem ama. O nosso Pai de amor é Pai zeloso e, por isso, “sempre nos disciplina”.


“Senhor corrige a quem ama e...” (Hb 12:6).Estudar este assunto é por demais necessário e importante, visto que os homens têm uma repugnância inata pela disciplina, certamente, hoje, mais do que nunca. Através dos séculos, os métodos e as filosofias têm oscilado entre a disciplina dura e opressiva e a permissividade liberal. É tempo de reconhecermos que ambos os extremos deixam cicatrizes profundas na vida das pessoas (filhos – vítimas?). O verdadeiro conceito e sentido da DISCIPLINA têm sido levianamente negligenciados pelas sociedades, especialmente, quando se trata da “correção que vem do Senhor”. Pelo fato dos homens não terem um reconhecimento natural da necessidade da disciplina, pelo contrário, se opõem a ela, perdem o ânimo quando são disciplinados e não conseguem enxergar os seus benefícios, nem a solicitude de Deus por eles.


No capítulo 12 da carta aos hebreus, em sua maior parte, o escritor da epístola, dedica-se a corrigir este equívoco. Ele reconhece que é difícil entender a ligação entre a disciplina e o amor, contudo tal entendimento se faz necessário para a compreensão correta de como o Senhor trata os Seus filhos. O escritor deixa claro que a disciplina que tem sua origem no amor não pode ser vindicativa (vingativa), mas deve sempre ser benéfica, especialmente, entre pai e filho. O escritor, à luz do Velho Testamento traz um aspecto e indispensável do amor: “o amor não exclui a correção” – “quem ama não hesita em corrigir” (Provérbios 3:12; 12:1; 13:24).


Exatamente porque Deus é Pai de Amor, é que Ele nos disciplina, visto que, quem ama disciplina.


Hebreus 12:4-13 nos ajuda a entender porque devemos nos submeter à disciplina de Deus, mesmo quando esta é dolorosa. À luz do pensamento do autor da epístola, podemos destacar as seguintes lições sobre o assunto: o amor não exclui a correção (“quem ama não hesita em corrigir”); a disciplina é um privilégio e uma necessidade dos filhos – (a disciplina e a correção são para os filhos e não para os bastardos [Vs.6-8]. A disciplina é sinal e confirmação da filiação. A verdadeira filiação envolve responsabilidades, para as quais cada pessoa deve ser preparada pela disciplina. Os filhos têm que ser treinados, preparados, aperfeiçoados e equipados, para no tempo certo, assumirem as suas responsabilidades. Logo, a disciplina é uma necessidade!); a disciplina do Pai celeste é diferente da disciplina do pai terreno, quanto à sua extensão e ao seu propósito (a disciplina do pai terreno é breve e para um motivo inferior. A disciplina do Pai espiritual é eterna e tem um alvo específico: “Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” V. 10); a disciplina de Deus muitas vezes tem um caráter doloroso, contudo, sempre é proveitosa (por isso, muitas vezes é difícil de avaliar ou apreciar o propósito da ação disciplinar na hora do impacto, neste momento, a ideia de alegria é totalmente estranha, mas depois, as coisas se encaixam em seus devidos lugares e o verdadeiro propósito fica absolutamente claro. Aquilo que parecia doloroso é temperado pela eficácia do resultado. Metaforicamente, podemos aplicar o princípio da poda na fruticultura, para alcançar maior produtividade [Jo 15:1-11]);


“Os açoites de Deus testificam de Seu amor para conosco, por isso, é vergonhoso reputá-los com desprazer ou ódio. Não tolerar os castigos de Deus que nos preparam para a salvação é prova de extrema ingratidão” (Calvino). A disciplina de Deus, que no momento de sua aplicação pode causar muito sofrimento, não tem nenhuma relação com vingança ou mero castigo por algum erro cometido, pelo contrário, visa além de corrigir o faltoso, o seu desenvolvimento, aperfeiçoamento e capacitação e maturidade.


Mesmo os pais com boas intenções têm dificuldades em saber disciplinar apropriadamente os seus filhos. Felizmente, o nosso Pai de amor não tem esse problema. Ele sabe, exatamente, o que fazer para realçar o que há de melhor em Seus filhos e eliminar o que há de pior (Pv 15:12).


“Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12:10).


Pr. Marcos Serjo


Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá







PERGUNTAS PARA REFLEXÕES EM GRUPO


Ele nos Disciplina


Hebreus 12:5-13



1. Leia Hebreus 12:5-13. A “palavra de encorajamento” nos versículos 5 e 6 são tiradas de Provérbios 3:11,12. Quais as duas respostas amargas que podemos ter para a disciplina do Senhor (v.5)?O que pode nos levar a responder à disciplina do Senhor de uma maneira ou de outra?


2. Por que a disciplina do Senhor encoraja-nos, ao invés de nos desencorajar (v.6)?


3. O Senhor associa disciplina com amor, e castigo com aceitação (v.6). Por que é difícil para nós vermos as coisas desta forma?


4. Tribulação é uma forma de disciplina (v.7): Que tribulações você tem enfrentado presentemente? Elas podem ser entendidas como disciplina do Senhor?Como podemos entender a tribulação como disciplina divina para nos ajudar a ser pacientes?


5. Por que a ausência da disciplina de Deus é muito pior do que a sua presença (vv. 7,8)?Como estes versículos podem ajudá-lo a não ter inveja daqueles cujas vidas aparentemente não têm problemas?


6. O escritor aos Hebreus admite que devemos respeitar nossos pais terrenos quando eles nos disciplinam pois fazem o que julgam melhor (vv. 9,10). Estapressuposição é verdadeira no seucaso? Explique.


7. Como você pode se sentir seguro e confiante quando disciplinado pelo seu Pai celestial (vv. 9,10)?


8. Mesmo que a disciplina seja dolorida quando aplicada, quais são alguns alvos e benefícios da disciplina procedente de Deus (vv. 10,11)?


Versículo para Memorizar


“Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 12: 5-6).



Antes de Continuar



Se quiser, faça uma tabela simples e escreva as tribulações pelas quais tem passado atualmente. De que forma (positiva) você tem respondido à disciplina do Pai diante das tribulações? Quais são alguns dos benefícios (em potencial) que pode ganhar ao submeter-se à disciplina de Deus? Quais são alguns dos “prejuízos”(em potencial) que você pode experimentar ao se recusar a aceitar a disciplina de Deus?